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JUN 26, 2007 Os títulos públicos são emitidos pelo governo federal com o objetivo de financiar a dívida pública, educação, saúde e infra-estrutura. Os fundos de Renda Fixa existentes nos bancos como alternativas de investimento, aplicam os recursos em títulos públicos. Dessa forma a rentabilidade desses fundos está diretamente relacionada à rentabilidade dos títulos emitidos pelo governo. Ao investir em fundos de renda fixa dos bancos o investidor deve levar em conta que irá pagar uma taxa de administração que pode chegar a 3% a.a. em relação ao total investido. Uma alternativa existente para o pequeno investidor é comprar títulos públicos via internet pelo tesouro direto (www.tesourodireto.gov.br), mas para ter acesso a esse recurso deve-se ter uma conta em um agente de custódia autorizado para que sejam realizados os saques e/ou depósitos. Os títulos podem ser comprados em frações de 0,2 permitindo assim compras em valores pequenos; lembrando que o máximo que um CPF pode investir em títulos é de 400 mil reais por mês. Taxas e Impostos A CBLC cobra uma taxa de 0,4% a.a., sendo que a parcela referente ao primeiro ano é paga no momento da compra, não sendo devolvido em caso de o investidor ficar menos de um ano com o título. As outras parcelas são descontadas no momento do pagamento de juros ou nos resgates. Cada agente de custódia, seja corretora ou banco, cobra uma taxa a mais pela manutenção da carteira. Normalmente são os bancos que cobram as taxas mais impraticáveis, visando forçar o investidor a aplicar em seus fundos de renda fixa. Para obter melhores resultados é importante buscar custódias mais baratas, preferencialmente menores que 1% a.a. Um outro fator que influencia na rentabilidade do investimento em títulos públicos é o Imposto de Renda, que incide sobre o lucro do investimento.
Como é fácil de notar, investimentos com prazos maiores pagam menos IR, o que compromete menos a rentabilidade do investimento. Escolha do Título Existem muitas alternativas de títulos públicos, sendo que cada um tem características próprias. Alguns títulos são atrelados à inflação, outros à taxa Selic e ainda outros são prefixados. De forma que o investidor pode escolher qual é melhor para seu perfil ou ainda montar uma carteira com títulos de vários tipos. Uma outra característica básica dos títulos é a data de vencimento. Existem títulos de longo prazo (30 a 40 anos) e também os de curto prazo (1 ano ou menos), que podem ser usados para se adequar ao perfil e às necessidades de cada investidor. Ele não é obrigado a manter seu investimento em determinado título até o vencimento. O tesouro nacional realiza recompras de títulos todas as quartas-feiras. Mas deve-se saber que a rentabilidade informada no momento da compra só é garantida se o investidor mantiver o título até o vencimento. Pré-Fixados (LTN e NTN-F) O valor que será recebido no vencimento é definido no momento da compra. De forma que são boas opções caso a taxa básica de juros (Selic) fique abaixo da taxa do título em análise. Como a taxa está prefixada o investidor corre o risco de perda do poder aquisitivo do dinheiro pela alta da inflação.
Depende da política de juros do Banco Central, sendo indicado para cenários econômicos com alta na taxa de juros e inflação baixa e estável.
Garante poder de compra do dinheiro investido, com a vantagem de recebimento adicional de juros.
Os preços dos títulos são definidos pelo mercado de acordo com expectativa dos juros. A queda nos juros eleva os preços dos títulos e uma alta dos juros reduz seu preço. Exemplo: A LTN receberá R$1.000,00 no vencimento daqui a um ano e está custando R$900,00, de forma que a taxa de juros para esse título é de aproximadamente 11% a.a.. Isso ocorre porque a expectativa dos juros é de 11% a.a. Se a expectativa com relação aos juros cair para 8% a.a. o valor de LTN aumentará para aproximadamente R$925,00. A fórmula que define preço do título e taxa é dada por:
1000 Leia-se: Preço é igual a mil dividido por 1 mais taxa (elevado a DU divididido por 252). Ou na fórmula em Excell: Preço=1000/((1+taxa)^(DU/252)). Onde DU = Dias Úteis. E é por isso que só é possível garantir
a rentabilidade informada no momento da compra se o investidor carregar
o título até o vencimento.
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