@Corgi,
Hardwallet é a wallet física, onde todos os procedimentos das transações são feitos. Mas tudo pode ser feito também de maneira segura com softwallets (programas rodando em dispositivos diferentes). O risco maior neste tipo de wallet não é em relação à perda (roubo) das criptomoedas, mas sim por causa dos rastros (históricos das transações). Ou seja, o risco envolvido aqui é mais em relação à privacidade dos dados.
@Mateus33,
No que diz respeito às softwallets, existe a recomendação para usar dois tipos de wallets: cold wallet (software roda em dispositivo sem acesso à Internet) e hot wallet (software roda em dispositivos com acesso à Internet).
Na primeira fica a chave privada, protegida pela senha com as palavras (seeds / sementes), responsável por validar (assinar) as transações. Já a outra permite o acesso ao blockchain (via Internet), possibilitando assim enviar as criptomoedas (transações validadas).
Logo, não faz sentido utilizar gerenciador de senha (que armazena informações nas nuvens) para esse propósito. A senha que pode ser armazenada neles é a que serve para desbloquear a hot wallet (caso a mesma tenha sido criada com esse tipo de proteção), que não tem nada a ver com a senha que gerou a chave privada.
Lembrando que a hot wallet também serve para fazer consultas no blockchain (saldo, históricos de transações, etc). Logo, como ela está conectada em um ambiente onde a privacidade está sempre ameaçada (ataques virtuais), entende-se que o uso da hardwallet é sempre mais seguro.
Por fim, cabe dizer que a perda da chave privada (por exemplo, perda da hardwallet), não compromete em nada a segurança das criptos, desde que a senha que gerou a chave (daí o nome seeds) seja sempre lembrada (por isso o uso de palavras conhecidas, criadas para serem usadas com artifícios mnemônicos). Porém, se a senha for esquecida (ou perdida, caso anotada em algum lugar), então é game over, já era, perdeu tudo.
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