postado por @Bastter em 21/10/2021 09:55
Conclusões que eu cheguei q o Paulo vai me chamar de idiota
pq pagam 2M nas cobrinhas
possibilidades
- Dinheiro demais, as vezes ate em criptos mesmo
- Lavagem de dinheiro
- Tá maluco
- Ta vendo algo que a gente não vê
- A cobrinha vale 2M mesmo, eu que sou burro
- Mentira, ninguém pagou nada disso, apenas postaram que alguém pagou
Em complemento ao meu raciocínio no outro post sobre o assunto, tem uma analogia que eu ainda não vi nessa conversa, que é:
Blockchain = Faroeste.
É tudo uma terra de ninguém, sem lei, que estão apenas começando a povoar. A mão do Estado ainda não alcança. Então tem de tudo um pouco, desde o pior dos criminosos até o mais apaixonado ideólogo.
Eu, particularmente, acho que são todas essas possibilidades que você falou, acontecendo simultaneamente. Mas isso não é em nada diferente do mundo offline: também tem lavagem de dinheiro, maluco, visionário e no fim das contas, todo mundo é burro.
O difícil para a gente é saber navegar nesse Faroeste, sem acabar sendo saqueado ou, pior, levando tiro... E são dificuldades que também existem no mundo offiline, mas que as cartas já estão muito mais bem dadas, então a gente já está mais vacinado (e mesmo assim, ainda existem os "bilhetes premiados" e os "Bernard Madoff", vide recente caso Theranos - Elizabeth Holmes). Lembrando que esses casos existem mesmo com todas as leis que já criamos. Então imagina no Faroeste, que não tinha lei nenhuma...
Tem gente que diz que 99% dos projetos de NFTs vai a zero.
O único valor legítimo que eu, atualmente, consigo compreender em NFTs é aquela questão do "people like us do things like this". Então, sob essa perspectiva, alguns NFTs se diferenciam do restante por terem esse valor (lembrando que no fundo, nada tem um "valor intrínseco", apenas o valor que a gente concorda que tem - e essa concordância é mutável). Eu ainda não consigo ver outro valor aceitável além desse, mas aí pode ser burrice minha e pode tudo continuar subindo até a lua...
Ah sim, tem outro valor que se mistura com essa questão, mas que é mais paupável, que é a soberania do artista: pelo que eu entendi, um artista pode lançar uma obra (ou música) em NFT e não precisa pagar por nenhum intermediário ("middle man" - produtores, gravadoras, Spotify, galerias de arte, Patreon).
Essa coisa do "people like us..." vem desse texto aqui:
“People like us do things like this” | Seth's Blog (tem que ver o PDF).
E para entender um pouco melhor os tipos de fraudes e "scams" que esse pessoal está fazendo, eu conheço um canal no youtube: Coffeezilla. Mas certamente tem outros...