Durante o exercício, a mente fica o tempo todo nos sabotando e nos implorando pra desistir (deve ter alguns doidos que isso não acontece), mas ter TOC às vezes me ajuda a conseguir continuar. Se já fiz 1,5km, agora só paro em número redondo 2,0km. Quando chegar em 2,0km, miro agora em arredondar o tempo, (se está em 42min, a meta é chegar em 45 min). Quando chegar em 45min, volto a mirar em arredondar o km (no caso, chegar nos 3km) ou arredondar o gasto calórico (se chegou em 567 cal, agora vai ter que ir até 600 cal, custe o que custar). Se estiver escutando música, pode mirar a próxima meta curta até acabar a música. Ficar alternando essas metas curtas costuma me ajudar, mas talvez seja coisa de doido mesmo. Dá uma frustração quando não conseguimos concluir a meta, mas às vezes mesmo conseguindo não vem aquele prazer do dever cumprido. Vozes na cabeça aparecem dizendo: "Parabéns por fazer o mínimo. Não está nem perto de quem faz de verdade". Mas, como escreveram acima, às vezes estamos em um dia ruim, semana ruim, e o jeito é fazer o que da pra fazer e tentar, de algum jeito, abstrair das nossas cobranças internas. Como os motivadores costumam falar, o seu melhor não é o mesmo todos os dias, e está tudo bem. A frase é bonita, mas na prática acho difícil lidar com isso tudo, principalmente quando a rotina da semana não acontece como programada.
#4 de 10