Há um tempo, o @Bastter postou um artigo do Ben Carlson onde ele argumenta porque o simples supera o complexo. O mesmo autor já escreveu um livro sobre o tema (A Wealth of Common Sense: Why Simplicity Trumps Complexity in Any Investment Plan). O que este artigo e livro têm em comum com o treinamento na musculação? Absolutamente tudo.
Como professor do ensino superior, a maior batalha é convencer alunos de graduação de que sistemas complexos de treinamento como dropset, rest pause, pré-exaustão, cluster, pirâmides, entre outros, são manipulações de três variáveis básicas do treinamento esportivo: volume, intensidade e densidade.
Outra batalha diária é como instrutor na prática, convencer alunos - dos mais diversos objetivos e condições - que a abordagem simples, objetiva, é que de fato traz resultados. Seja hipertrofia, preparação para algum esporte, emagrecimento, tratamento de patologias articulares ou metabólicas, o que vai "resolver" o problema é o bom e velho tradicional: treinar bem, comer bem e dormir bem (hoje o @Paulo até postou algo sobre).
Não que os sistemas sejam descartáveis, e que estratégias distintas de manipulação das componentes de carga e periodização sejam inúteis, mas para 90% dos praticantes (me arrisco a dizer), o tradicional BEM feito, traz melhores resultados e satisfação. Mas infelizmente hoje o que vende é o treinamento "fora da caixa", exercícios com nomes modernos e complexidade como "diferencial". O famoso treinamento Prof. Pardal...
Abraço a todos,