@Mauro na verdade a influência da maré depende de muitos fatores. Por isso estamos sempre atentos às tábuas de marés antes de ir fazer o treino. Já sabemos como está e conhecemos suas particularidades na região que nadamos.
Aqui treinamos na entrada da Baía de Todos os Santos, em Salvador, então a influência da maré é bem importante, principalmente a maré de vazante (água saindo da baía em direção ao oceano). A maré de enchente geralmente é mais suave. Conhecemos bem a região e sabemos onde a maré corre mais ou menos (nadar contra maré é sempre melhor ir perto da costa, onde a influência é menor). No dia desse treino a maré estava no final da enchente (já com leve influência da vazante).
Além disso tem a amplitude da maré (diferença entre ponto máximo e mínimo da altura que a maré alcança). Nesse dia a amplitude era pequena, de apenas 0,8m (1,7m - 0,9m). Maré fraca. Então a influência foi bem pequena com uma leve ajuda na volta com o início da vazante (por isso voltamos bem abertos, longe da costa). Pegamos uma boa parte do treino com a "maré morta", que é o período entre o fim da enchente e início da vazante, quando ela vira.
Se você olhar o post da semana anterior vai ver que a média /100m foi de 1'15", muito melhor que esses 1'27", para praticamente o mesmo trajeto... Na semana anterior a amplitude da maré foi de 2,2m e voltamos numa vazante forte, que influencia mais que a subida em contra, bordeando a costa. Pra você ter ideia, chegamos a fazer parciais de 40s a cada 100m. Empurra mesmo. Tanto que numa vazante dessa muitos não conseguem passar por alguns pontos nadando contra.
Sábado agora estamos planejando um treino em um trecho com maré apenas a favor: Farol de Humaitá x Farol da Barra, aqui em Salvador, com cerca de 10km, um pouco menos. Vou postar aqui e você vai ver como essa média vai baixar e muito.
Águas abertas não dá pra comparar médias em dias e locais distintos... são muitos fatores. E todos esses dias nadamos sempre em um nível similar.
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