
Fala, pessoal!
Queria compartilhar com vocês que nesse último domingo, 22/03, encarei o triathlon no Aterro do Flamengo. Dessa vez fui pra tentar o olímpico, ano passado eu tinha feito o sprint, mas nem consegui terminar… foi muito mais puxado do que eu imaginava.
E dessa vez a preparação também não foi das melhores. Tive uma viagem pra São Paulo no mesmo fim de semana, praticamente virei a noite pegando um ônibus sozinho pra voltar na noite anterior.
Pra ser bem sincero, eu já comecei a prova derrotado. Cheguei cansado, desanimado, enjoado por causa do pré (3 bananas com aveia e mel)… e com a cabeça completamente cheia. Na noite anterior tive uma discussão com uma pessoa muito querida, e fui pra prova ainda pensando nisso. Minha mente estava tão cansada quanto o corpo.
E isso fez toda a diferença.
Foi uma experiência completamente diferente do sprint. No sprint, eu estava encaixando… dessa vez, estava claro que o olímpico ainda está acima do que eu consigo hoje.
Na natação, fui desclassificado no meio da segunda volta, a correnteza estava forte e atingi o tempo de corte. Saí desanimado, mas ao mesmo tempo me senti bem na água gelada. Inclusive, consegui ajudar outro competidor que já estava exausto, nadando costas... e isso me deu um gás. Percebi que treinar em águas abertas me deu eficiência de nado, mesmo sem velocidade, consigo enfrentar a correnteza sem cansar muito.
Dali em diante virou uma batalha mental pesada. Eu já estava aquecido, mas MUITO exausto. Foram quase 4 horas querendo desistir.
E não era bonito, era desespero: “só mais um pouco…”
Na bike, eu já tinha decidido que não iria nem pra corrida. Mas continuei pedalando.
Quando terminei, pensei: “já estou aqui… vou pra corrida”. Fui decidido a andar. Com quase 110kg, correr virou força pura, cada passo pesava, não tinha técnica de passada nenhuma, era só continuar.
Andei muito mais do que corri. Em dois momentos sentei no meio-fio. E em todos eles, o pensamento era simples:
“só bota um pé na frente do outro.”
No fim da primeira volta, um staff avisou que eu não poderia fazer a segunda. Perguntei se ainda ganhava medalha. Ele disse: “claro, todo mundo q passa a linha de chegada ganha. Você tentou.”
Aquilo mudou tudo.
E dali até a chegada, eu corri. Com dor, exausto, mas fui.
No fim, ficaram alguns aprendizados:
• O olímpico é MUITO diferente do sprint
• Treinei bem em janeiro, pouco em fevereiro, voltei em março… mas não foi suficiente, e tá tudo bem
• Tá na hora de sair um pouco do amadorismo (bike melhor, equipamento melhor)
• E principalmente: emagrecer, hoje, pra mim, correr ainda é força, não aeróbico
Mas o principal:
Não use o peso como limitador.
Fiz a prova com quase 110kg. Não foi bonito, mas deu pra fazer.
Fui desclassificado nas 3 modalidades:
Natação: ~1,2km (1,5 volta de 2)
Bike: ~27km (2 de 3 voltas)
Corrida: ~5km (1 de 2 voltas)
E, mesmo assim, o maior mérito não foi o resultado.
Foi ter passado quase 4 horas querendo desistir… e não ter desistido.
No final, minhas autocríticas deram lugar ao olhar de fora:
“tu é maluco… tentou quase o impossível… tu tbm tem 40kg a mais q qualquer um aqui... bike ruim, sem equipamento… e ainda vindo de 7h de ônibus.”
Percebi que preciso colocar mais as chances ao meu favor. Nem sempre precisa ser no limite do impossível. (obrigado ao @paulo por me ajudar a enxergar isso)
E pra fechar: o corpo cobrou.Acordei na segunda completamente gripado, e sigo até agora. Mas sei que faz parte, depois de um esforço desse nível a imunidade costuma cair mesmo.
Mas enfim… obrigado à comunidade!!! Fiz questão de correr e cruzar a linha de chegada com o boné de Bastter.com #aSEITAdoBONÉ
E obrigado ao @mauro , que lá em 2024 me falou:
“começa com o aeróbico do jeito que der, 10min, 20min… não importa.”
Olha onde isso veio parar.
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