Agorinha há pouco fui no mercado com meu filho, para ele escolher uns salgadinhos para levar para a casa do amiguinho, para eles lancharem enquanto brincam. Preço anunciado R$ 4,49. Peguei dois pacotes. Porém, passando no caixa, o preço de cada um era, na verdade, R$ 15,50 (eu nem tinha percebido, meu filho é que viu). Minha primeira reação foi o "comigo não". Levei a moça na gôndola, mostrei o preço anunciado, falei do Código de Defesa do Consumidor, e ela já estava indo chamar o gerente. Enquanto ela se afastava, rapidamente olhei para meu filho, olhei para o salgadinho (que, pensando bem, realmente não poderia custar só 4 reais), lembrei que aquilo iria tomar um tempo precioso, meu e do meu filho que estava esperando para ir brincar com o amigo. Chamei a moça, disse para esquecer, peguei só um salgado, mais uma caixa de Bis, e fui embora. No carro, tentei explicar para meu filho que, apesar de estarmos certos e com a lei ao nosso lado, isso iria ser muito chato (se indispor para fazer valer o nosso direito) e, além disso, aqueles salgadinhos eram realmente bons demais para custar só R$ 4,50, e a gente deveria não tentar tirar vantagem de um erro tão evidente.
Só queria deixar o relato que naqueles segundos que a moça se afastou para chamar o gerente, soou na minha cabeça "PAS" e "dinheiro maldito" (a vantagem de preço que para mim era indevida pela qualidade do.produto). Agradeço os ensinamentos e digo: tem mesmo que ler e reler, ouvir e reouvir as mesmas coisas aqui do site, todos os dias, para mudar o nosso ímpeto (sim, a primeira reação foi "os.meus direitos ") de brigar por bobagem e perder tempo com o que não vale a pena. Abraço e bom Domingo a todos!