Sou filho de um tradicional produtor de batatas, que está na atividade desde a década de 70.
Com a idade avançada de meu pai, passei a administrar o negócio há alguns anos.
E, desde o início da minha gestão, apliquei o que aprendi aqui na Bastter, especialmente as lições sobre análise de risco, em que devemos levar em conta O PIOR CENÁRIO: "se tudo der errado, como eu fico?".
Nos anos bons, eu parecia "bobo", plantando lavouras pequenas/médias, com recursos próprios, sem financiar o custeio no banco, enquanto outros produtores alavancavam para plantar cada vez mais...
Pois bem: depois de 2024, em que os preços foram bons quase o ano inteiro, a manada resolveu plantar batata... plantadores de soja decidiram se aventurar na atividade e produtores tradicionais aumentaram a planta...
Some-se a isso a demanda fraca atual e chegamos ao cenário da tragédia este ano: toneladas de batata sendo descartadas, porque não há venda... a situação só não é pior do que a da cebola, em que não compensa colher.
Eu também terei prejuízo, é claro, mas, como controlei o risco ao definir o tamanho da lavoura, isso não afetará em nada a qualidade de vida da minha família.
Fiz questão de registrar este depoimento, pro Bastter ter noção do alcance do trabalho dele... até mesmo aqui no interior de Minas, há famílias sendo beneficiadas pelas lições dele, que não se aplicam apenas ao mercado de ações. Na agricultura, também é fundamental se afastar da manada, que está sempre plantando na alta e colhendo na baixa...
Abraços a todos.