Com 258 milhões de m³ de sedimentos removidos em 12 meses, o New Suez Canal redesenhou o deserto egípcio e se tornou um marco absoluto da engenharia marítima mundial.
Poucas obras modernas conseguiram alterar a dinâmica do comércio internacional de forma tão profunda e tão rápida quanto o
New Suez Canal, inaugurado em 2015. Em apenas
12 meses de operação intensiva, equipes de engenharia do Egito e consórcios internacionais removeram
258 milhões de m³ de sedimentos, segundo dados oficiais da
Suez Canal Authority (SCA) — uma das maiores dragagens já executadas na história da humanidade.
O projeto não se limitou a ampliar o canal existente. Ele
transformou um trecho de 35 quilômetros em um sistema de navegação de mão dupla, permitindo que embarcações trafegassem simultaneamente em direções opostas, reduzindo drasticamente o tempo de espera. Isso deu ao Egito um novo papel estratégico no transporte marítimo global.
Essa escala gigantesca de dragagem em tão pouco tempo é o coração estrutural da grandiosidade do projeto — e o que coloca o New Suez Canal ao lado das maiores obras de engenharia marítima já construídas.
258 milhões de m³ de sedimentos removidos: um feito que desafia a capacidade humana de mover terra e águaMover
258 milhões de m³ de areia, lama e rocha em apenas um ano significa, em termos práticos:
escavar um volume equivalente a mais de 100 mil piscinas olímpicas,
remover mais material do que foi usado na construção de dezenas de megabarragens,
superar a taxa de dragagem de muitos países em projetos acumulados por décadas.
Esse volume impressionante colocou o Egito entre os líderes mundiais em engenharia de dragagem, exigindo:
dezenas de dragas de grande porte,
operação contínua 24 horas por dia,
logística coordenada por militares e engenheiros civis,
monitoramento em tempo real do fundo marinho.
O ritmo foi tão acelerado que a SCA classificou a operação como “a mais rápida grande dragagem já realizada em escala global”.
Uma duplicação que acelerou o trânsito naval e reposicionou o Egito no comércio marítimo
O objetivo principal era claro: reduzir o congestionamento do Suez e aumentar a capacidade de tráfego diário. A expansão permitiu:
reduzir o tempo de travessia de 18 horas para 11,
aumentar o número de navios diários de 49 para 97 (capacidade projetada),
melhorar a eficiência energética e operacional da rota,
ampliar a segurança das manobras e evitar longos períodos de espera no Mar Vermelho.
O Suez conecta a Ásia à Europa pelo caminho mais curto existente, e qualquer atraso impacta diretamente o comércio de petróleo, contêineres, grãos e produtos industrializados.
Com o New Suez Canal, o Egito não apenas ampliou sua importância estratégica, mas criou uma alternativa mais estável e previsível para a logística marítima internacional.
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