Como muitos devem ter observado, ultimamente tenho postado algumas coisas sobre como empresas multinacionais
otimizam a estrutura tributária usando estratégias
legais de planejamento fiscal para reduzir a carga de impostos global, evitar bitributação e melhorar o fluxo de caixa.
Empresas multinacionais como Microsoft, Apple e J.P. Morgan utilizam estruturas corporativas complexas, incluindo diversas subsidiárias em territórios com regimes fiscais favoráveis, para otimizar suas obrigações tributárias globalmente.
É claro que poder investir, ainda que como minoritário, em empresas desse porte, relevância e capacidade financeira e jurídica é algo muito bom. Abaixo estão as principais práticas — explicadas de forma objetiva e sem entrar em métodos ilícitos:
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Principais estratégias de otimização tributária usadas por multinacionais1. Escolha estratégica da sede e das subsidiárias (jurisdição favorável)Empresas analisam:
alíquotas corporativas,
tratados de bitributação,
incentivos fiscais setoriais.
Exemplo: instalar unidades em países com acordos que reduzem retenções sobre royalties, juros ou dividendos.
2. Uso de tratados internacionais para evitar bitributaçãoA multinacional escolhe caminhos de investimento que gerem:
menos impostos retidos na fonte;
créditos tributários no país de origem;
menor risco de dupla tributação.
3. Transfer pricing (Preços de transferência)Regulam transações entre empresas do mesmo grupo em diferentes países.
O objetivo
não é pagar menos imposto ilegalmente, mas
alinhar preços a regras internacionais, normalmente baseadas no método
arm’s length (preço de mercado).
Isso permite:
alocação realista de lucros;
distribuição fiscalmente eficiente de funções, riscos e ativos.
4. Centralização de ativos intangíveis (marcas, patentes, tecnologia)A empresa cria uma subsidiária que detém os intangíveis e recebe:
royalties,
licenças,
taxas de uso.
Essa centralização é feita em países com:
regimes especiais para propriedade intelectual,
incentivos para P&D,
tributação favorável de royalties.
5. Estruturação de operações financeiras internasDivisões financeiras internas (treasury centers) otimizam:
empréstimos intercompany,
gestão de caixa,
juros pagos e recebidos.
Países que tratam juros de forma mais favorável são escolhidos para hospedar essas unidades.
6. Hibridização de instrumentos ou entidadesAlguns países tratam certos instrumentos financeiros ou jurídicos de formas diferentes. Isso permite, por exemplo:
dedutibilidade em um país,
neutralidade ou tributação reduzida em outro.
7. Aproveitamento de incentivos fiscais locaisMultinacionais usam:
incentivos de inovação,
benefícios para exportação,
créditos de imposto para reinvestimento,
Zonas Econômicas Especiais.
Ten Ways Billionaires Avoid Taxes on an Epic Scale — ProPublica