O que aconteceu no diaHá cerca de 3 anos, estávemos em 3 carros voltando da fazenda do meu sogro, onde todos passamos um agradável feriado de páscoa.
A estrada estava chuvosa e não andávamos juntos. Na altura de uma cidade média, nos entornos do nosso destino, um carro a frente fez uma freada brusca, que desencadeou uma série de carros freando, até o carro do meu sogro, uma camionete, que conseguiu frear e parar completamente a tempo de não atingir o carro da frente.
No entanto, uma Parati velha rebaixada atrás dele estava muito rápido e não conseguiu parar e acertou o do meu sogro, que por sua vez acertou o da frente e por aí vai.
O famoso engavetamento.
Descendo, para ver os danos, conversa vai, conversa vem, o dono da Parati diz que não tem seguro e pede para meu sogro (com seguro) ou para alguma ourta pessoa envolvida com seguro assumir a responsabilidade pela batida, para bancar o conserto dos carros, em especial o dele, que "é um trabalhador", "não tinha dinheiro", e essas coisas.
Nada feito.
Cada um registrou em fotos o que quis, trocaram telefones e foram embora da forma que foi possível, uns com o próprio carro, outros de guincho.
Pouco após a ocasião, meu sogro ativou a seguradora, que pediu para ele registrar ocorrência com a versão dele do ocorrido, o que foi feito, na forma que descrevi acima.
Paga a franquia, a seguradora pagou o conserto da camionete, que foi um valor bem significativo, e tudo certo.
O que está acontecendo agoraPassados cerca de 3 anos, meu sogro recebeu aviso recentemente de que estaria sendo intimado (ou algo assim, não domino o jargão), para apresentar sua versão do ocorrido devido a um boletim de ocorrência apresentado pelo dono da Parati.
A versão apresentada pelo dono da Parati faz alegações do tipo: a culpa da batida foi toda do meu sogro, que estava bêbado, em alta velocidade, apostando racha, e por aí vai.
E que ele, o dono da Parati é um coitado, não fez nada de errado, e que perdeu o meio de sustento da família, pede o valor do reparo do veículo, danos morais, lucros cessantes, bla bla bla.
O que fazerOk, ninguém se machucou, foi apenas dano material, etc,
É um saco lidar com problemas assim e pessoas assim, mas é a vida.
Quais as possiveis estratégias para lidar com isso?
É o caso de buscar um advogado privado? -- se evoluir, seria pequenas causas, o que dispensa advogado, mas não dominamos esse meio judicial, procedimentos, formalidades, sabedorias, macetes, etc.
Tem que entrar em contato novamente com a seguradora? -- afinal meu sogro era segurado na época do sinistro e, se a culpa fosse dele mesmo, caberia a seguradora assumir tais custos.
A seguradora tem advogado que pode servir para defender meu sogro também? -- claro, o advogado da empresa quer defender a empresa, para não pagarem o que não devem, o que na prática levaria a ter que defender meu sogro também das acusações infundadas.
Cabe processar por "denunciação caluniosa" contra o motorista da Parati? -- afinal não se pode usar o sistema judicial como forma de intimidação ou obtenção de vantagem de quem se sabe a inocência.
Que outras possíveis linhas de atuação alternativas ou complementares poderiam se efetivas?