Eduardo Saverin detinha cerca de
34,4% das ações do Facebook. No entanto, em 2005, após uma série de manobras corporativas orquestradas por Mark Zuckerberg e Sean Parker, sua participação caiu drasticamente para menos de
10% (chegando a cerca de 0,4% em certas classes de ações na época).
Como a diluição aconteceu?
Diferente de uma diluição comum (onde novos investidores entram e todos os sócios cedem um pouco de espaço), o caso de Saverin foi direcionado:
Abertura de uma nova empresa: Uma nova entidade foi formada em Delaware para absorver a empresa original da Flórida.
Emissão de novas ações: Foram emitidas milhões de novas ações para Zuckerberg, Sean Parker e Dustin Moskovitz, enquanto o estoque de ações de Saverin permaneceu estático.
O conflito de interesses: Como Saverin estava em Nova York e havia congelado a conta bancária da empresa por divergências sobre o modelo de negócio, Zuckerberg o viu como um obstáculo ao crescimento e usou essa reestruturação para "limpar" a tabela de sócios.
O Desfecho
Saverin processou o Facebook, e o caso foi resolvido fora dos tribunais. Embora os termos exatos sejam confidenciais, ele recuperou uma fatia significativa e foi oficialmente reintegrado como "cofundador" no site da empresa.
Onde ele está hoje?
Mesmo com a diluição, a valorização explosiva da Meta (antigo Facebook) transformou a pequena porcentagem restante de Saverin em uma fortuna multibilionária.
Residência: Singapura (desde 2009).
Negócios: Ele fundou a
B Capital Group, uma gigante de capital de risco que investe em startups globais.
Status: Frequentemente listado como um dos brasileiros mais ricos do mundo.