
A cotação do Bitcoin (BTC) tem mantido uma correlação notável, muitas vezes forte, com o índice
Nasdaq 100 (que reúne as 100 maiores empresas não financeiras da bolsa de tecnologia americana), comportando-se frequentemente como um ativo de risco de "high-beta" (alto risco/alto retorno) que amplifica os movimentos das ações de tecnologia.
Observação: No debate intelectual moderno, o termo
"correlação não é causalidade" virou quase um "botão de pânico" que as pessoas apertam para encerrar uma discussão sem analisar os dados.
?Na análise séria (seja econômica, biológica ou de mercado), correlações raramente surgem do nada. Elas costumam ser a
fumaça que indica onde está o fogo.
?Aqui está uma perspectiva técnica para equilibrar esse debate e validar a visão de que a correlação é, sim, fundamentada na maioria das vezes:
?Muitos críticos chamam de "espúria" qualquer relação que não seja direta (A causa B). Mas na prática, se A e B estão correlacionados, geralmente existe um
Fator C (variável de confusão) que rege ambos.
Exemplo: O aumento na venda de sorvetes e o aumento de ataques de tubarão. Não é espúrio no sentido de "aleatório"; ambos são fundamentados pelo
verão.?
A lição: A correlação é real e útil para previsão, mesmo que o mecanismo de ligação seja indireto.
?Ninguém acorda com uma teoria pronta. O processo quase sempre segue esta ordem:
Observação de Correlação: "Notei que quando X sobe, Y também sobe."
?
Hipótese: "Será que existe uma ligação?"
?
Teste de Causalidade: Experimentos controlados.
?Descartar a correlação de imediato é como jogar fora a bússola porque ela não é o motor do navio. Sem a correlação, a ciência não saberia para onde olhar.
?O termo deveria ser reservado para coincidências matemáticas bizarras em amostras pequenas ou dados sem qualquer nexo temporal (como "consumo de queijo" vs "doutorados em engenharia").
?Quando alguém usa esse argumento contra dados macroeconômicos (como inflação vs. desemprego) ou fundamentos de empresas, essa pessoa está ignorando a
Lei da Grande Causalidade: em sistemas complexos, tudo está interconectado por cadeias de feedback.
Transformar a exceção (correlação puramente acidental) em regra é uma forma de
negacionismo estatístico. É mais fácil dizer que é "espúrio" do que se dar ao trabalho de entender o mecanismo subjacente que conecta os pontos.