Umas das coisas mais difíceis na jornada dos investimentos é aceitar que nem todos os anos o aporte será crescente.
Falo não apenas do dinheiro total investido cada mês. Falo sobretudo do aporte que vem exclusivamente do trabalho.
Em 2025, quase nada do que investi veio do trabalho. Apesar de estar muito feliz com meu atual desafio profissional e considerá-lo uma grande oportunidade na minha carreira, ele me remunera mal e os custos fixos aumentaram muito com a vinda do primeiro filho.
Outra coisa que os dois últimos anos têm me ensinado é o quanto não temos a menor ideia de onde (nem a classe e nem o ativo) o retorno principal de nossa carteira virá.
Por isso não tem esse essa de pulverização e nem diversificar demais. Quanto mais ativos, maior a chance de carregar algum que vai “explodir” naquele ano e representar boa parte do que o seu patrimônio cresceu.
Por último, e isso talvez seja muito pessoal, os ingredientes fundamentais pra eu ter conseguido me manter firme na jornada nos últimos tempos foram:
1) RE do tamanho necessário pra meu sono tranquilo à noite, mesmo tendo usado ela muito
pouco nos últimos anos;
2) renda extra mensal previsível, inclusive de ativos com payout alto (como os FIIs/imoveis) - ainda que os mesmos não deem o melhor retorno no longão, como vários estudos já demonstraram por aqui - aqui vai um ponto polêmico, mas no meu caso, que tive pouca grana do trabalho pra aportar, esses rendimentos terminam ajudando não apenas a manter a disciplina de investir mensalmente como também a corrigir rotas e poder ajustar os aportes ao que o BS manda aportar no mês.
3) despegar dos ativos e não se emocionar com eventos como OPA - seja pelo desespero em vender logo, seja ficando puto com o majoritário que não te quer mais como sócio. O seu patrimônio tem que estar onde você é bem-vindo no longo prazo.