Vou contar minha história com a cafeína. Sempre tomei muito café; uns anos atrás, eu acordava às 5h da manhã e já mandava 500ml de extra forte junto com 300mg de cafeína em cápsula. Lembro que, uma vez, alguém me disse que pó de guaraná era bom por ter muita cafeína. Tomei um pote inteiro e quase morri na academia: náusea, coração a um milhão e suando frio. Obviamente, eu fazia tudo isso por pura ignorância.
De alguma forma, sobrevivi a essa fase e passei a tomar só um cafezinho por dia. O problema é que acabei ficando refém da rotina: se eu não tivesse tempo de tomar café de manhã, tinha dor de cabeça o dia inteiro. Cheguei ao ponto de parar em postos na estrada só para comprar energético e garantir a dose. Até nas férias nos EUA, a primeira parada era o drive-thru do McDonald's para evitar a dor.
Pois bem, parei algumas vezes no estilo raw dog e o resultado foi péssimo. Numa dessas vezes, tomei tanta dipirona que precisei de um neurologista e corticoide para resolver. Segundo o médico, a dor se retroalimentava e o analgésico comum já não resolvia mais.
Hoje, estou sem cafeína há meses e nunca mais tive dor de cabeça. Migrei para o descafeinado, embora o mercado ainda seja fraco em opções especiais. Como me preocupo com os métodos de extração que usam solventes, procuro os que usam água.
A real é que fiquei tão sensível que, se eu tomar café normal por dois dias seguidos hoje, a dor de cabeça volta na hora que eu paro.