
Este gráfico, elaborado pela Ritholtz Wealth Management, analisa o intervalo de tempo entre as grandes quedas do S&P 500, definindo um "crash" como um Bear Market superior a 40% desde 1932. O contador de anos é reiniciado sempre que o mercado atinge o ponto mais baixo (fundo) de um desses eventos.
Ao observar a trajetória histórica, nota-se que não existe um padrão fixo de periodicidade. Após a volatilidade extrema da década de 30, com quedas em intervalos curtos de 0,7 e 5,1 anos, o mercado viveu seu maior período de estabilidade estrutural, passando 36,5 anos (entre 1938 e 1974) sem enfrentar uma desvalorização dessa magnitude. Na era moderna, os intervalos variaram drasticamente: houve um hiato de 28 anos até o estouro da bolha pontocom em 2002, seguido por um intervalo muito mais curto de apenas 6,4 anos até a crise financeira de 2008/2009.
Atualmente, o gráfico destaca que estamos em um dos ciclos mais longos da história. Desde o fundo alcançado em março de 2009, o mercado acumulou mais de 16 anos sem uma queda que atingisse o critério de 40%, superando a média de vários ciclos anteriores. Essa visualização reforça que, embora correções menores sejam frequentes, os colapsos sistêmicos são eventos raros e imprevisíveis, exigindo resiliência do investidor para atravessar tanto décadas de calmaria quanto crises agudas e repentinas.
Do We Need a Long Bear Market? - A Wealth of Common Sense