
A criação de riqueza no mercado é extremamente concentrada. Aproximadamente 96,3% das empresas, consideradas em conjunto, não geraram riqueza líquida ao longo do tempo. Muitas destruíram valor e outras apenas compensaram perdas.
Todo o ganho agregado, cerca de US$ 91 trilhões, veio de apenas 3,7% das empresas. O resultado do mercado, portanto, é puxado por um grupo muito pequeno de companhias excepcionais, enquanto a maioria apresenta desempenho medíocre ou negativo.
Em um novo estudo, intitulado
One Hundred Years in the U.S. Stock Market, Eric Bessembinder mostra que a concentração dos ganhos de longo prazo no mercado acionário se intensificou ao longo do tempo.
No período de 1926 a 2016, analisado em seu trabalho anterior, apenas 89 empresas foram responsáveis por metade dos US$ 43 trilhões em riqueza líquida criada. Quando se incorporam os nove anos mais recentes, essa concentração se torna ainda mais acentuada. Ao longo de todo o século, apenas 46 empresas passam a responder por metade dos US$ 91 trilhões em riqueza líquida gerada.
Em síntese, um número cada vez menor de companhias concentra uma parcela desproporcional dos ganhos do mercado.
https://papers.ssrn.com/sol3/papers.cfm?abstract_id=6438198