Estava fazendo análise de várias empresas que acompanho a mais de 10 anos (pq quero minhas figurinhas

) e notei uma coisa interessante.
VÁRIAS empresas tentaram crescer a qualquer custo e quebraram a cara muito feio.
Natura, em 2013, deu a louca na gestão e começaram a comprar tudo. Deu m... e até hoje a marca mais rentável dela é a Natura... Ultrapar tem mais de 90% da receita vindo da Ipiranga, mas cada hora compra uma empresa totalmente diferente do negócio dela pra depois se arrepender, vender tudo e continuar com ... a Ipiranga. Mas pelo menos dá lucro. Ambipar chegou na bolsa comprando um monte de empresa pequena, não soube lidar com a dívida e quebrou. Arezzo e Soma fundiram dois grupos enormes totalmente diferentes e agora não sabem como faz pra gerir mercado de luxo junto com venda de camisa básica.
Do outro lado, houve empresas que parece que simplesmente aceitaram que não tinha muito o que fazer. Não conseguiram achar uma maneira de crescer e resolveram continuar tocando o barco.
Grendene, mesmo com bilhões e bilhões em caixa, quando se fala em expansão eles dizem "se a gente não consegue vender sequer o que a gente produz na nossa fábrica pra que fazer aquisição?". Ambev também não consegue crescer, mas tá lá, mantendo o operacional dela em dia. Mdias, depois da grande compra da Piraque tá lá seguindo. Só faz aquisições pequenas. Eztec só fica ali no entorno de São Paulo mesmo e nem pensa em expandir o raio. Vivo e Multiplan também estão lá, girando a roda, aparentemente sem grandes ambições.
Às vezes eu me pergunto se tentar crescer é um mérito ou um demérito da empresa. O mercado pressiona por crescimento eterno, mas se não há uma oportunidade óbvia de aquisição, pequena de preferência, é melhor ficar quietinho no canto mantendo o operacional mesmo.
Ícaro não morreu pq suas asas não funcionavam, mas porque quis chegar muito perto do sol.