
Construída entre 1891 e 1916, a Ferrovia Transiberiana liga Moscou a Vladivostok em um percurso de aproximadamente 9.300 km, sendo a mais longa ferrovia contínua do mundo. Ao longo do trajeto, conecta importantes centros urbanos, entre os quais Moscou (21 milhões de habitantes), Iaroslavl (700 mil), Kirov (500 mil), Perm (1,1 milhão), Ecaterimburgo (2,2 milhões), Tiumen (900 mil), Omsk (1,2 milhão), Novosibirsk (1,9 milhão, a maior metrópole da Sibéria), Krasnoiarsk (1,3 milhão), Irkutsk (1,1 milhão), Ulan-Udé (440 mil), Chita (350 mil), Khabarovsk (700 mil) e Vladivostok (800 mil). As maiores áreas urbanas da Rússia concentram-se na parte europeia do país e na faixa sul da Sibéria, acompanhando o principal eixo ferroviário nacional que atravessa a Sibéria e o Extremo Oriente Russo até alcançar o litoral do Oceano Pacífico. Vladivostok, localizada às margens do Mar do Japão, pertence ao Extremo Oriente Russo. Considerada uma das cidades mais belas da Rússia, constitui a principal porta de entrada do país para a Ásia-Pacífico, mantendo intensas conexões econômicas e logísticas com a China, a Coreia do Sul e o Japão. Assim como São Petersburgo foi concebida por Pedro, o Grande, como a "janela da Rússia para a Europa", Vladivostok representa a "janela da Rússia para o Extremo Oriente", refletindo a orientação estratégica do país em direção ao Oceano Pacífico e às grandes economias do Leste Asiático. O clima de Vladivostok é relativamente ameno em comparação com o da maior parte da Sibéria, devido à influência do Oceano Pacífico e das monções do Leste Asiático. Os invernos são frios, porém mais moderados que os do interior siberiano, enquanto os verões são agradáveis, úmidos e chuvosos, com temperaturas geralmente entre 20 °C e 25 °C. Essa influência marítima confere a Vladivostok um clima mais ameno do que o da maioria das grandes cidades russas do interior.