
Entre 2015 e 2025, a geração mundial de eletricidade solar fotovoltaica aumentou de cerca de 240 TWh para quase 2.700 TWh. Isso significa que a produção anual se multiplicou por mais de onze vezes em uma década, com forte aceleração nos anos mais recentes. Em 2025, a energia solar passou a responder por mais de 8% da eletricidade produzida no mundo.
A Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), uma organização intergovernamental autônoma vinculada ao sistema da OCDE, prevê a continuidade dessa expansão. No relatório Electricity 2026, a agência estima que a geração solar aumente, em média, mais de 600 TWh por ano até 2030. Esse ritmo deverá elevar rapidamente a participação da energia solar na geração elétrica mundial.
Segundo a projeção mais recente da IEA, a solar deverá ultrapassar em 2026 tanto a geração eólica quanto a nuclear. Ao superar a eólica, passará a ser a segunda maior fonte renovável de eletricidade do mundo, atrás apenas da hidrelétrica.
A próxima mudança deverá ocorrer em 2029, quando a IEA prevê que a geração solar também ultrapasse a hidrelétrica e se torne a maior fonte renovável de eletricidade do mundo.
Essas comparações dizem respeito à eletricidade efetivamente produzida ao longo do ano, medida em TWh, e não à capacidade instalada em GW. Essa distinção é importante porque tecnologias como nuclear e hidrelétrica normalmente produzem mais eletricidade por unidade de capacidade instalada do que a solar, devido aos diferentes fatores de capacidade.
Para dimensionar esse volume, os quase 2.700 TWh gerados pela energia solar no mundo em 2025, segundo a IEA, equivalem a cerca de 4,8 vezes o consumo anual de eletricidade do Brasil, que foi de 566,7 TWh no mesmo ano, de acordo com dados da Empresa de Pesquisa Energética (EPE).
Se as projeções da IEA se confirmarem, a energia solar terá passado, entre 2015 e o fim desta década, de uma fonte relativamente pequena para a maior fonte renovável de geração de eletricidade do mundo.