Entre julho de 1994, início do Plano Real, e agosto de 2026, um investidor que aplicasse
R$ 1.000,00 por mês no Ibovespa teria realizado 386 aportes, totalizando
R$ 386.000,00 investidos.
Mantendo os aportes todos os meses, independentemente das altas e quedas do mercado, o patrimônio teria alcançado aproximadamente
R$ 3.300.000,00 ao final de agosto de 2026. Isso representa um ganho nominal de cerca de
R$ 2.914.000,00 sobre o total aportado e um retorno equivalente a aproximadamente
11,14% ao ano.
Ao longo de mais de 32 anos, o investidor teria atravessado crises internacionais, a desvalorização cambial do fim da década de 1990, a crise financeira de 2008, a recessão brasileira de 2014 a 2016 e a pandemia de 2020.
Em dezembro de 2012, o patrimônio estaria em aproximadamente
R$ 1.003.000,00. Em dezembro de 2015, após um período muito ruim para a bolsa brasileira, teria recuado para cerca de
R$ 744.000,00, mesmo com novos aportes. Em dezembro de 2020 já estaria novamente acima de
R$ 2.100.000,00 e, em dezembro de 2025, perto de
R$ 3.000.000,00.
A estratégia não exigia prever o melhor momento para comprar. O investidor simplesmente mantinha os aportes mensais, adquirindo maior exposição ao índice nas quedas e menor exposição nas altas.
O cálculo é bruto e não considera impostos, taxas, corretagem, emolumentos ou outros custos operacionais que poderiam reduzir o resultado líquido efetivamente obtido pelo investidor.
Retornos passados não são garantia de retornos futuros.
Não é possível investir diretamente em um índice. O Ibovespa é uma carteira teórica de referência.
Fonte: MACEDO JUNIOR, Jurandir Sell.
A árvore do dinheiro: guia para cultivar a sua independência financeira. Florianópolis: Insular, 2013, para o cálculo até dezembro de 2012. Para o período de janeiro de 2013 a agosto de 2026, foram utilizados dados da B3 S.A. BRASIL, BOLSA, BALCÃO.
Investimentos & Disciplina - Jurandir Sell Macedo