Boa noite!
Uma ajuda e, no fundo, uma questão de princípio.
Servidores federais podem escolher sair (parcialmente) da previdência pública até julho de 2018. A previdência pública não é, ao contrário do que pensa boa parte das pessoas, nenhum privilégio para os servidores novos (para antigos sim...). Paga-se 11% sobre o valor bruto integral da remuneração (não sobre o teto do INSS) e não se tem mais direito a aposentadoria integral nem a paridade (reajustes iguais aos concedidos a servidores da ativa). Pois bem, então sair é uma oportunidade, porque hoje paga-se muito, por 30/40 anos, sem qualquer garantia ou direito adquirido. O regime pode mudar a qualquer momento.
Para quem resolver sair desse regime público, há duas alternativas: 1)simplesmente sair, ficando submetido a valores pagos no INSS: passa a sobrar uma boa grana mensal, que deverá ser investido pelo servidor, junto de um seguro de vida, para cobrir invalidez ou 2) sair e aderir ao Funpresp, previdência complementar: o valor pago mensalmente não muda, mas deixa de ir para o Estado, vai para o Funpresp. Detalhe: o Funpresp é diferente de Postalis, Previ.... porque nestes o benefício é definido (um valor x era prometido por mês para o futuro, o que sempre deu rolo), no funpresp apenas a contribuição é definida, sendo individual a conta de cada servidor, que pode conferi-la a qualquer momento. O valor que cada servidor receberá dependerá do sucesso dos investimentos feitos pelo fundo.
Bem, se fosse apenas isso, seria simples, penso que melhor ficar longe do Funpresp e da ingerência estatal. Investir o próprio dinheiro. Mas quem aderir ao Funpresp receberá contrapartida da União de 1 real para cada real contribuido. Taxas e custos retirados, sobra 56 centavos para cada real. Ou seja, todo mês 56% a mais de depósito na conta, em comparação com quem saiu do regime público mas não aderiu ao Funpresp. Suponhamos: servidor que sair e não aderir, fica com 1000 reais para investir por cota propria, quem estiver no Funpresp recebe 1560 reais na conta individual do funpresp, valor investido boa parte em TD e algo em ações pelo fundo.
SÍNTESE DA DÚVIDA: num horizonte de 30 anos, considerando que, como diz o Bastter, nada vale mais que o aporte e que o aporte do fundo será 56% por mês, o que parece melhor: ganhar mais todo mês, mas ficar sujeito a ingerência e mudanças de regra estatais ou receber menos, mas ter segurança, investir o próprio dinheiro sem se preocupar com futuras reformas e tungadas?
Estado é sempre ruim, mesmo num fundo complementar, ou esse pessimismo é também olhar o futuro com lentes do passado ("Brasil sempre foi uma bagunça.... fundos sempre tungam aposentados... etc etc)?
Agradeço quem chegou até aqui! o assunto é complicado!