Link para o FAQAs debêntures são títulos de dívida que empresas emitem e se comprometem a pagar por taxas ou condições pré definidas com o investidor. Algumas empresas que não conseguem empréstimos em banco acabam oferecendo debêntures com um alto rendimento, o que acaba atraindo investidores.
Porém, isso é muito perigoso para o pequeno investidor pelos seguintes motivos:
1 - Não importa rendimento, o que importa é TEMPO para acumular patrimônio. E as debêntures costumam durar muito menos que os títulos do tesouro, além de ser possível a empresa quitar a dívida antes do prazo.
2 - O risco desse investimento é o risco da empresa. Como as debêntures que mais pagam são de empresas em dificuldades financeiras, o seu risco será enorme para um retorno de renda fixa.
3 - Não tem cobertura do FGC
4 - A empresa pode mudar as regras de pagamento no meio do caminho.
Até podem fazer sentido para um grande investidor que excede o limite mensal de 1 milhão de aporte no Tesouro Direto e precisa diversificar, mas para o pequeno investidor é um risco a mais e desnecessário.
Texto do Rahuan sobre Debentures:
"Para mim o risco das debêntures é muito maior que o das ações. Falo de risco, não de volatilidade (são coisas bem diferentes).
1 – Quando uma empresa quebra, ela já deixou de pagar suas dívidas há muito tempo. Ou seja, no limite, há muito mais risco embutido em dívidas corporativas do que em ações.
2 – Via de regra, debênture é uma dívida cara para a empresa. Se a empresa emite debêntures, possivelmente ela está com dificuldades de conseguir outras fontes mais baratas, como BNDES por exemplo. Ou então, na maioria das vezes, já está com uma alavancagem elevada, o que potencializa os riscos.
3 – Os prazos das debêntures são longos, de 5 a 10 anos. O seu “assessor de investimentos” da sua corretora vai tentar lhe convencer de que existe liquidez no mercado secundário, e que você pode sair na hora que quiser. Na prática, não é tão fácil assim de sair. Se você comprar, provavelmente vai ter que levar até o vencimento.
4 – É extremamente comum as empresas convocarem Assembleia de Debenturistas, para deliberar sobre alguma flexibilização no pagamento dos juros, ou da amortização, ou alguma outra coisa. Com certeza, em algum momento ao longo do prazo da debênture, isso vai acontecer. Nestas assembleias, o voto do pequeno investidor obviamente não tem peso nenhum. Os votos que pesam são os dos grandes fundos e bancos, que compraram a maior parte das debêntures, e muitas vezes têm uma “agenda paralela” com a empresa que emitiu as debêntures. Às vezes, o banco (ou fundo) aceita essa flexibilização no pagamento da dívida, em troca de prestar algum serviço, ou contratar uma outra dívida mais longa, ou ainda fazerem um investimento conjunto. O pequeno investidor, obviamente, não participa dessa “agenda paralela”, mas paga a conta da flexibilização das debêntures.
5 – Ainda com relação à liquidez, para você sair das debêntures, certamente vai ter que pedir ao seu “assessor” de sua corretora. Normalmente, não é possível vender de forma online, como nas ações, FIIs, TD, fundos, etc. Pode ser mania minha, mas eu não gosto de nenhum investimento que eu não possa comprar ou vender por minha conta, e tenha que ficar pedindo para algum seromano operacionalizar para mim."