Famílias que atravessam o tempo com sucesso seguem um método claro: estrutura, governança e preparo.
Como preservar fortuna por gerações é um desafio mais complexo do que acumular patrimônio. Segundo estudo do Williams Group, que analisou 3.250 famílias ao longo de 20 anos, 70% das grandes fortunas são perdidas ainda na segunda geração e 90% até a terceira. Esse fenômeno ficou conhecido como a “maldição da terceira geração”, frequentemente resumida no ditado “Pai rico, filho nobre, neto pobre”.
A trajetória da família Vanderbilt, nos Estados Unidos, é um dos exemplos clássicos desse cenário. Cornelius Vanderbilt construiu no século XIX uma das maiores fortunas da história americana, superando até mesmo o valor do Tesouro dos EUA na época. Porém, menos de cem anos depois, o patrimônio havia sido praticamente dilapidado. Em um encontro familiar em 1973, com aproximadamente 120 descendentes, não havia mais milionários entre eles.
O contraste com outras famílias da mesma era mostra que a perda patrimonial não é inevitável — é consequência de falta de estrutura. Enquanto os Vanderbilt perderam sua fortuna pela combinação de falta de controle financeiro, ausência de governança familiar e herdeiros despreparados, famílias como os Rockefeller e os Carnegie preservaram influência por gerações ao adotar estruturas de gestão patrimonial, trusts, sucessão planejada e educação financeira entre herdeiros.
Mais do que proteger ativos, preservar riqueza significa perpetuar valores, visão e continuidade familiar.
Por que 90% das fortunas se perdem até a terceira geração
Como mencionado anteriormente, a chamada “maldição da terceira geração” não é um mito nem uma coincidência histórica; ela é consequência de fatores estruturais que comprometem a continuidade patrimonial.
Fortunas raramente são destruídas por fatores externos, como crises econômicas ou volatilidade de mercado. Na maior parte dos casos, a perda de riqueza é um processo interno e previsível, resultado de decisões mal planejadas, ausência de governança e falta de preparação entre os herdeiros.
Um levantamento conduzido pelo The Williams Group analisou 3.250 famílias ao longo de 20 anos e concluiu que 70% das fortunas se perdem na segunda geração e 90% até a terceira.
Segundo o mesmo estudo, 60% dos casos de fracasso sucessório ocorrem pela falta de comunicação e alinhamento familiar — não por problemas financeiros ou fiscais. Ou seja: o inimigo principal não está no mercado, mas dentro da própria família.
Como preservar fortuna por gerações e garantir legado