Vira e mexe alguém vem aqui pedir ajuda, conselho, ou orientação sobre alguma situação particular da sua vida.
Nesse contexto, transcrevo abaixilo o texto de uma newsletter que assino, chamada rising.
Espero que gostem.
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Pedir conselho virou hábito, mas pouca gente percebe o quanto isso pode
enfraquecer a própria confiança. E calma: isso não é uma crítica — inclusive, aqui na newsletter, abrimos espaço para
ouvir, trocar e refletir juntos.
Essa troca é importante. O problema começa ao ouvir os outros vira uma forma de não se escutar. É sobre isso que eu quero falar.
Qualquer decisão um pouco mais desconfortável que precisamos tomar nos faz correr para fora: mandar mensagem, ligar, escrever na caixinha de perguntas da influenciadora favorita, falar com família, amigos e conhecidos.
Parece prudência, mas nem sempre o é. Muitas vezes, é
medo de assumir a própria escolha. A verdade é que adultos funcionais, no fundo, sabem o que precisam fazer. O problema não é falta de resposta, mas
falta de coragem para sustentar a consequência.
Então, o conselho entra como anestesia: quanto mais gente opina, menor é a sua responsabilidade. Se der errado, não foi só você. Se der certo, ótimo.
Então, o conselho entra como anestesia: quanto mais gente opina, menor é a sua responsabilidade. Se der errado, não foi só você. Se der certo, ótimo.
Existe outro ponto pouco discutido:
nenhum conselho é neutro. Cada pessoa fala a partir da própria história, de seus fracassos e de seus limites.
Quem tem medo aconselhará você a não arriscar;
Quem se frustrou, aconselhará você a agir com cautela.
No fim, você recebe projeções — e é essencial fazer a sua própria leitura a partir disso. Caso contrário, quanto mais vozes escuta, maior será a distância da sua.
O excesso de conselho não ajuda:
confunde, cria ruído mental, paralisa e enfraquece a confiança em si. Você começa a achar que precisa de validação externa para tudo, como se a sua intuição fosse incapaz de decidir sozinha.
E, sem perceber, terceiriza algo que é
intransferível: a responsabilidade pela própria vida.
Isso não é um convite ao isolamento nem à arrowgansa do “não preciso de ninguém” — podem continuar mandando desabafos aqui, haha. É só um convite ao filtro.
Ouvir o outro é saudável, mas
substituir o próprio discernimento pela opinião alheia, não.Nenhuma opinião externa viverá as consequências da sua decisão.
Só você. E crescer, no fim das contas, é aprender a sustentar isso sem precisar de validação.
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