A SLC Agrícola, originária de uma empresa familiar, passou por um processo de
profissionalização da gestão e governança que incluiu a abertura de capital (IPO) em 2007, tornando-se a primeira produtora de grãos e algodão do mundo a ter ações na bolsa. Atualmente, a empresa é gerida por executivos profissionais, embora a família fundadora, os Logemann, permaneça como acionista relevante.
Modelo de Sucessão e Governança
Profissionalização da Gestão: A gestão da SLC Agrícola é liderada por um CEO (Aurélio Pavinato) e diretores executivos que não são, necessariamente, membros da família fundadora.Governança Corporativa: A abertura de capital impulsionou a implementação de políticas claras, padronização de processos e uma estrutura de governança robusta, o que ajuda a separar as questões familiares dos assuntos de negócio.Papel da Família: Membros da família Logemann continuam envolvidos em posições estratégicas e no conselho, como Eduardo Silva Logemann, atual presidente das empresas da família.Foco em Inovação: A transição intergeracional na SLC Agrícola também se manifesta no interesse dos herdeiros em tecnologia e inovação, com foco em agricultura regenerativa, telemetria e outras tecnologias para garantir a resiliência e a produtividade futuras. Em resumo, a sucessão intergeracional na SLC Agrícola foi marcada por um movimento de profissionalização que garantiu a continuidade e a expansão dos negócios, além de preparar as gerações futuras para um cenário agrícola moderno e baseado em tecnologia e sustentabilidade.
O
ecossistema empresarial da SLC Agrícola é uma rede integrada que abrange a produção em larga escala de commodities (algodão, soja e milho), parcerias estratégicas, uso intensivo de tecnologia e um modelo de negócios focado em eficiência operacional e sustentabilidade.
Componentes do Ecossistema
Produção e Operações: A SLC Agrícola opera em grande escala, com 22 fazendas próprias e arrendadas distribuídas em vários estados do Brasil, principalmente no Cerrado. A empresa utiliza um modelo de negócios flexível que combina terras próprias (para resiliência) e arrendadas (para maior potencial de retorno).Tecnologia e Inovação (SLC Ventures/AgroX): A inovação é um pilar central. A empresa investe em agricultura de precisão, monitoramento por drones, uso de biológicos e agricultura digital. Possui um braço de inovação, a SLC Ventures, e um programa de inovação aberta, o AgroX, que se conecta a startups para desenvolver soluções para o agronegócio.Cadeia de Suprimentos e Parceiros: A SLC possui uma cadeia de valor robusta, com relações duradouras com clientes e fornecedores. Possui um Portal do Fornecedor e um Portal do Cliente (para o programa SLC Sementes Garante) para gerenciar essas interações com transparência. A empresa também formou uma joint venture com a Mitsui Co..Governança e Investidores: A SLC Agrícola foi a primeira produtora de grãos e fibras do mundo a abrir capital na bolsa de valores (B3, segmento Novo Mercado) em 2007, o que impulsionou práticas diferenciadas de governança corporativa. O Grupo SLC é o acionista majoritário, mas a empresa também possui free float significativo no mercado.Sustentabilidade e Pessoas: O ecossistema valoriza práticas ESG (Ambiental, Social e Governança), incluindo metas de zerar o envio de resíduos para aterros sanitários até 2028 e a implementação da economia circular. A empresa emprega cerca de 3,6 mil pessoas e investe no desenvolvimento de lideranças e equipes de alta performance. Em suma, o ecossistema da SLC Agrícola é uma operação verticalizada e tecnologicamente avançada que busca liderança em eficiência e sustentabilidade no agronegócio global.