7 Não confundir #pas com #passividade comentada em 27/02/2026 06:02 Assuntos Gerais mimmesmo em 27/02/26 1:42 comentada em 27/02/2026 06:02 Vejo muitos comentários aqui sobre como o pessoal é #pas com tudo e como ser #pas é o segredo da vida feliz.Fico em dúvida se eu sou pouco #pas, se as pessoas costumam fugir de conversas difíceis aqui ou se galera conta história bonita sendo #pas como se fossem fanfics do LinkedIN Exemplos:- "Atropelei uma moto, tirei o telefone ali mesmo e fiz o Pix em um valor onde eu achei que estava tirando vantagem e o motoqueiro achava que estava tirando vantagem" - vi esse caso aqui no site. - #Pas nesse caso seria não discutir (Exatamente como a pessoa fez), falar que tem seguro e que isso será resolvido. Tirar o telefone no meio da rua, deixando claro para as pessoas no local que tem condições financeiras não é #pas, inclusive, com um advogado, o motoqueiro pode inclusive querer tirar mais dinheiro ("ele me deu dinheiro porque não quis ir a delegacia") - não me parece #pas- Aquelas discussões intermináveis sobre reserva de emergência: "tenho reserva de emergência suficiente para se o carro for roubado, se a casa pegar fogo, se um terremoto acontecer" - se a pessoa está preocupada a ponto de deixar dinheiro separado para caso isso aconteça, isso é qualquer coisa menos #pas. A não ser que eu precise pagar fiança para alguém - eu não consigo ver absolutamente nada que eu precise de uma quantidade grande de dinheiro que não possa esperar 2-3 dias ou que eu não possa pagar no cartão de crédito. Tipo franquia de seguro, demora uns 10 dias até a seguradora conseguir fazer o orçamento (ainda parcelam em trocentas vezes no cartão de crédito E você só paga quando o carro fica pronto) - por que raios eu vou ter dinheiro para pagar a franquia do seguro do carro na reserva de emergência? Fora que é um evento que em toda a minha vida - nunca aconteceu. "Ah, mas quando morre alguém, você precisa pagar o funeral" - funerária e cemitério aceitam cartão de crédito.- No passado tive um relacionamento na qual ela insistia que deveria voltar para a cidade da família dela. Não tinha problema nenhum, tirando o fato que a economia da cidade não tem o que eu faço para sobreviver, ou seja, eu teria que abrir mão da minha carreira e virar do lar. - a carreira dela também sofreria danos de ir para a cidade pequena, apesar de não tanto quanto a minha.Conversei muito, propus comprar um apartamento na cidade para acalmar a família dela e etc... Não aconteceu, o relacionamento acabou porque ela iria voltar para a cidade dela e seria inviável eu ir pra lá. Obviamente todo mundo magoado, já que eu a achava intransigente e ela me achava intransigente.Passaram-se alguns anos e recentemente encontrei ela no supermercado, aqui no bairro onde eu moro (e surpresa: ela também) - "ah, então, limitou muito minha carreira e eu resolvi voltar" - essa era uma coisa que não tinha como ser #pas e não discutir.- Meus cunhados que deveriam ter 15 anos de carteira assinada (e nem carteira tem) decidiram largar tudo (na realidade não largaram nada, porque nunca terminaram nada) e fazer cursinho indefinidamente para uma nova faculdade.Minha respectiva banca os gastos da família. Não é problema meu, o dinheiro (em teoria) não é meu.- (eu pago as contas do lar sozinho, até a respectiva virar serumana - o que ela deixou de ser por causa das dívidas da família que ela assumiu) - então, indiretamente, eu estou financiando a galera, apesar de eu jamais ter falado isso para ela (mas falo na terapia!).Eu poderia ser #pas aqui e família feliz. Tirando o fato que eu e minha respectiva eventualmente falamos de ter filhos. Teríamos uma dificuldade muito grande de argumentar com as crianças que não estamos fazendo algo que elas gostariam por limitações financeiras ao mesmo tempo que estamos incentivando tios que são saudáveis e aptos ao trabalho a não trabalhar.Além disso, passaríamos a mensagem que "não tem problema se vocês não tiverem resiliência que nós sempre vamos pagar as suas contas". Esse é o tipo de conversa que tem de ter com a respectiva ANTES de ter filhos - é um assunto chato? É. Ela fica de cara fechada? Fica. Na semana que saiu a nota do Enem, fomos visitar a família dela. Ela em nenhum momento perguntou pro povo como eles foram. No carro, na volta, eu chamei atenção dela para isso "se você está bancando, você precisa deixar claro que espera resultados e se você nem pergunta a respeito, as pessoas ficam confortáveis fazendo nada - se vc quiser, eu posso perguntar da próxima vez" - concordou, fechou a cara e vida que segue. Daí eu penso que ela iria postar no fórum como ela é #pas - que banca todo mundo e nem quer saber de perguntar como as coisas vão...Pra mim, #pas é algo que não corre risco de gerar consequências maiores no futuro - ex:- Diarista quebrou algo em casa- Eu ralei o carro na coluna da garagem do prédio- Tomei uma multa de trânsito- Tropecei e ralei o joelhoEssas coisas não merecem 3 segundos de ateção.Porém, coisas que geram risco a minha existência/subsistência (ou de meus potenciais descendentes) precisam ser endereçadas - mesmo que seja chato. - Tomei uma multa ambiental em um imóvel de família - "ah, paguei a multa e danesse" - contratei um arquiteto, refizemos o projeto todo, entendemos onde o anterior tinha falhas, chamei os fiscais de prefeitura para me mostrar onde estava a irregularidade e estamos aprovando um projeto novo e regular e agora sim, com a multa devidamente paga.- Diarista usa entorpecentes em minha casa durante o horário de trabalho - tive de chamar no canto, falar que não precisaria mais dos serviços dela (por uma desculpa qualquer) e vida que segue.- Recebi uma ligação de uma seguradora querendo me cobrar por um sinistro onde meu carro supostamente estaria envolvido (em um dia que eu estava viajando) - , eu tive de pedir para a seguradora que me ligou o BO, o histórico do acidente, o croqui, as imagens das câmeras - tudo isso para concluir que "vocês anotaram a placa do carro errada - o carro envolvido não é o meu carro" e receber um pedido de desculpas. - Ain, era só não fazer nada - sim, eles iriam me processar, eu teria que pagar advogado, para chegar lá e concluir que "não era seu carro que estava envolvido"