Um número bem pequeno de pessoas tem o que se é chamado de "dormidor curto natural", algo perto de 1%.
Um dormidor curto natural dorme entre 4 e 6 horas e, ao que tudo indica até agora, não sofre dos problemas associados a falta de sono ou de qualidade de sono.
Essa característica tem uma relação fortemente relacionada com genes específicos e corre na família. Então, dificilmente uma pessoa será assim sem ter outras pessoas apresentem o mesmo padrão.
1% é um número muito baixo, você não encontra 10 pessoas assim por ano no seu convívio normal fora de uma mesma família.
Especialmente para quem quer acordar às 5 da manhã, às 4 da manhã, para ter uma noite de sono de qualidade, a pessoa precisa estar na cama, já em ponto de sono às 21 horas.
Dormir entre 7h e 9h por dia é normal e necessário, variando tanto de pessoa para pessoa como para a mesma pessoa entre os dias. Cada um tem um ciclo diferente e adaptações diferentes a diversas condições, entre elas as estações do ano.
Sim, pessoas apresentam padrões de sonos diferentes só pela mudança de estações devido as mudanças de horários dos dias (que tendem a ser mais estáveis na linha do equador, e com variações grandes mais perto dos polos).
Não dormir direito está associado a quase todo o tipo de adoecimento possível. Se não causa diretamente, piora muito a condição.
Segue uma lista não exaustiva de problemas associados a falta de sono:
Saúde Geral e MortalidadeAumento do risco de mortalidade por todas as causas;
Pior percepção de saúde geral e menor qualidade de vida;
Desempenho Neurocomportamental e CognitivoAumento da sonolência diurna e da propensão ao sono;
Redução da atenção sustentada e da vigilância, com déficits que se tornam cumulativos ao longo de vários dias de restrição de sono;
Déficits em funções executivas, aprendizado e memória;
Prejuízo na tomada de decisões, incluindo um aumento em comportamentos de risco;
Saúde Psicológica e Bem-Estar
Desregulação do humor, incluindo diminuição do otimismo e da sociabilidade, além de um aumento nos sintomas depressivos;
Aumento da ansiedade, estresse e hipomania;
Alterações no estilo de enfrentamento (coping), com tendência a um "locus de controle externo" (atribuir sucessos e falhas a fatores externos ou a outras pessoas);
Desconforto físico generalizado, relatado como aumento de dores no corpo, nas costas e no estômago.
Metabolismo e ObesidadePrejuízo na tolerância à glicose e resistência à insulina, o que aumenta o risco de desenvolver diabetes tipo 2;
Alterações hormonais, como a redução dos níveis de leptina (que regula a saciedade) e o aumento da grelina (que estimula o apetite);
Aumento do Índice de Massa Corporal (IMC) e obesidade, frequentemente associados a um maior consumo de alimentos calóricos e gordurosos devido a alterações metabólicas e desejos por comida.
Saúde CardiovascularAumento do risco de hipertensão, especialmente em indivíduos que dormem cinco horas ou menos;
Maior risco de doenças cardiovasculares, incluindo infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral (derrame);
Calcificação das artérias coronárias, onde cada hora adicional de sono está associada a uma redução no risco desse problema;
Aumento da pressão arterial e da atividade do sistema nervoso simpático.