Pelo que me lembro, uma das coisas que Bastter costuma dizer é para não divorciar, mas infelizmente não vejo saída.
Estou me planejando para pedir o divórcio. Estamos juntos há quase 15 anos, mas só agora tivemos nosso primeiro filho. É um relacionamento longo, com várias fases, porém já faz muitos anos que os problemas que estão motivando essa decisão vêm acontecendo.
Motivos:
1 - Brigas e desentendimentos constantes:
As brigas são praticamente diárias. Palavras de baixo calão são frequentemente utilizadas por parte dela (eu evito). A falta de respeito é flagrante. Nunca tivemos brigas físicas, pois não sou disso e nem ela.
2 - Vida sexual ausente e incompatível:
É uma vez por mês, e olhe lá. Ela não me satisfaz mais e sinto que também não sente mais atração por mim.
3 - Interesses incompatíveis:
Não sei quando isso aconteceu, mas já faz muito tempo que nossos interesses não se alinham. Ela não respeita meus hobbies e eu já não gosto mais dos tipos de lazer que ela curte.
A gravidez não é o motivo, mas talvez tenha sido o estopim para que eu tomasse essa decisão, principalmente por não querer criar meu filho em um ambiente hostil e cheio de brigas. Enquanto éramos só nós dois, fui negligente em deixar isso se arrastar, mas agora, pensando no meu filho, não quero criá-lo nesse ambiente.
Sobre as brigas, têm ocorrido situações cada vez mais frequentes de eu ir dormir no sofá. Na última vez, ficamos quase uma semana inteira sem nos falar, comigo dormindo no sofá. E, sinceramente, senti uma paz enorme nesse período, o que também me incentiva a seguir com essa decisão.
Gostaria muito que conseguíssemos ser pais separados, mas bem resolvidos, mantendo uma boa relação para cuidar do nosso filho. Porém, sinto que ela pode se tornar aquele tipo de ex que guarda muito ressentimento e talvez até pratique alienação parental, o que me deixa triste e bastante receoso.
Eu ganho mais do que ela e pretendo fazer uma proposta de pensão amigável superior a 30% da minha renda, além de me comprometer a arcar com 50% das despesas médicas e de remédios à parte. Também pretendo abrir mão de todos os eletrodomésticos e móveis da casa, para que não falte nada para ela cuidar do nosso filho. Caso isso vá parar na Justiça ou envolva advogado, imagino que será por iniciativa dela.
No futuro, pretendo me estruturar e, após o primeiro ano de idade da criança, tentar um acordo para dividir o tempo em 15 dias comigo e 15 dias com ela, caso continuemos na mesma cidade. A ideia é que seja amigável, mas, se não houver acordo, não terei alternativa senão recorrer à Justiça.
É isso, pessoal. Se alguém já passou por algo parecido e puder dar dicas, agradeço. Este post também serve como desabafo. Ainda não comuniquei minha decisão a ela, mas em breve devo chamá-la em um momento tranquilo para conversar.