
O setor bancário nacional caracteriza-se por elevada concentração de capital, como evidenciam os dados do ranking Valor 1000 de 2025. O indicador de ativos totais, que abrange a integralidade dos balanços, incluindo operações de crédito, títulos, disponibilidades e ativos imobilizados, coloca o Itaú Unibanco em liderança isolada, sendo a única instituição a superar o patamar de R$ 3 trilhões.
Na sequência, o Banco do Brasil reafirma sua predominância entre as instituições públicas, com R$ 2,43 trilhões, seguido por Bradesco e Caixa Econômica Federal, cujos ativos se situam na faixa de R$ 2 trilhões. O grupo dos cinco maiores é completado pelo Santander, com R$ 1,34 trilhão.
A partir da sexta posição, observa-se uma transição clara para a escala de centenas de bilhões de reais. Nesse segmento, o BTG Pactual se destaca com R$ 647 bilhões, consolidando sua posição como principal banco de investimentos do país. Destaca-se também o avanço do cooperativismo de crédito, com Sicredi e Sicoob ocupando, respectivamente, a sétima e a oitava posições.
Ao superarem instituições tradicionais como Banco Safra e Citibank, essas cooperativas evidenciam uma nova dinâmica de capilaridade e competição. O panorama resultante revela a coexistência entre a solidez do varejo bancário tradicional, a expansão do modelo cooperativo e a relevância crescente das instituições voltadas à alta renda e ao mercado de capitais no Brasil.