
"Há quem perca a autonomia por uma fatalidade:
Um acidente, uma doença súbita, um trauma inesperado.
Nesses casos, o foco vira reconstrução.
E existe algo de heroico em quem, mesmo depois da queda, busca novas formas de se reerguer.
Uma nova autonomia adaptada. Uma vitória sobre o imprevisto.
Mas há também quem escolha a perda da autonomia.
Quem tem saúde, mobilidade e oportunidade
mas prefere ignorar o corpo, abandonar o movimento…
…Esses não caem de repente.
Eles se apagam aos poucos.
Param de agachar.
Param de subir escadas.
Param de levantar do chão.
Até o dia em que não conseguem mais levantar… da cama.
E aí, o problema não foi o destino.
Foi a escolha.
Porque dignidade também se treina.
E quem não prepara o corpo para a velhice, para a doença ou para a queda,
acaba jogando sobre os outros um peso que era seu.
Uma coisa é precisar de ajuda por fatalidade.
Outra é facilitar pra tragédia por pura negligência.
Treinar é honrar a si mesmo.
E a quem pode um dia precisar cuidar de você."
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Referências científicas:
Cruz-Jentoft et al. Sarcopenia: revised European consensus on definition and diagnosis. Age and Ageing, 2019.
Rogerio Liporaci
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