Pesquisando para fazer um bode sobre um artigo sobre confinamento extremo de pessoas na Antártida, passei por um parágrafo que ressoa com outras tantas coisas que eu tenho falado aqui.
Seja do ponto de vista de vieses, de ansiedade, ou do que for...
Antes de se entregar a ansiedade e todas as maluquices que ela inventa, é bastante importante refletir se o problema não é solidão, falta de apoio, ou pré concepção sua das outras pessoas.
"O Modelo da Solidão
Nosso modelo de solidão [8, 9] postula que o isolamento social percebido equivale a sentir-se inseguro, o que desencadeia uma hipervigilância implícita em relação a ameaças sociais (adicionais) no ambiente.
A vigilância inconsciente em busca de ameaças sociais produz vieses cognitivos: em comparação com pessoas não solitárias, indivíduos solitários veem o mundo social como um lugar mais ameaçador, esperam mais interações sociais negativas e lembram-se de mais informações sociais negativas.
Expectativas sociais negativas tendem a provocar comportamentos em outras pessoas que confirmam as expectativas dos indivíduos solitários, iniciando assim uma profecia autorrealizável na qual pessoas solitárias se distanciam ativamente de potenciais parceiros sociais, mesmo acreditando que a causa desse distanciamento social é atribuível a outros e está além de seu controle [37]. Esse ciclo de solidão auto-reforçador é acompanhado por sentimentos de hostilidade, estresse, pessimismo, ansiedade e baixa autoestima [8] e representa uma tendência disposicional que ativa mecanismos neurobiológicos e comportamentais que contribuem para problemas de saúde."
https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC3874845/