
Avião supersônico X-59 da NASA (Divulgação: Jim Ross/NASA)
As autoridades federais de aviação dos Estados Unidos deram início a uma atualização estrutural das normas que restringiam voos civis acima da velocidade do som. A medida substitui diretrizes estabelecidas em 1973 e passa a focar em critérios de desempenho acústico, em vez de uma proibição ampla baseada no fenômeno do estrondo sônico.
O redesenho regulatório ocorre em um contexto de desenvolvimento tecnológico apontado como capaz de reduzir significativamente o impacto sonoro dessas aeronaves. Entre os elementos considerados estão novos formatos de fuselagem, asas e sistemas de controle em tempo real, projetados para atenuar ondas de choque durante o voo.

Imagem: divulgação/Lockheed Martin
Além disso, autoridades do setor destacam a participação de órgãos de pesquisa aeronáutica e da indústria no desenvolvimento de soluções que permitam operações mais silenciosas, inclusive em trajetos sobre áreas terrestres.
Outro ponto central do processo é a criação de padrões específicos de certificação baseados em níveis de ruído, substituindo antigas restrições gerais. Também está prevista uma segunda etapa regulatória voltada a limites sonoros em pousos e decolagens, ampliando o escopo da regulação.
O cronograma oficial prevê a consolidação das novas normas até meados de 2027, após fases de testes e validações técnicas conduzidas com apoio de programas experimentais da NASA.
Voo supersônico pode voltar aos EUA em 2027 – e sem estrondo sônico - Olhar Digital