Fala, comunidade! Tudo bem com vocês?
Queria dividir com vocês uma questão pessoal para ver como cada um lida com isso.
Faço terapia há um tempo e já tive alguns acontecimentos na vida que me fizeram desenvolver uma abordagem muito pesada, quase paralisante, em relação à morte e à finitude. Ainda tenho meus pais vivos, perdi avós, e recentemente perdi um primo jovem, o que me comoveu bastante. Qualquer evento próximo relacionado à morte me sensibiliza e me afeta muito.
Inclusive ontem aconteceu algo com um familiar da minha esposa, e isso acabou disparando gatilhos em mim não exatamente sobre o que aconteceu, mas sobre a antecipação: "e quando chegar a vez dos meus, da minha família?". É uma sensação horrível, viver antes mesmo de acontecer, só de pensar na possibilidade. São pensamentos intrusivos que, mesmo trabalhados na terapia, ainda são muito difíceis de controlar.
Divido isso com vocês porque queria saber: quem quiser e puder, como vocês lidam com a questão da finitude, da morte, ter doenças graves, da imprevisibilidade da vida esse medo antecipatório de perder quem se ama? E para quem também já passou ou passa por isso, como foi o caminho de melhora?
Confesso que em alguns momentos isso sai um pouco do meu controle. No dia a dia consigo lidar bem, mas às vezes vêm inúmeros pensamentos e dúvidas sem resposta, e entro num ciclo difícil de sair.
Gostaria de sugestões de leitura, de abordagens terapêuticas, de reflexões qualquer coisa que tenha ajudado vocês. Sei que é algo natural da vida, só que a mente às vezes não coopera para aceitar isso da melhor forma.
Agradeço desde já a colaboração de quem puder trocar uma ideia, indicação ou reflexão. Quero muito evoluir nesse ponto.