O UBS Global Investment Returns Yearbook 2026 reúne mais de um século de dados sobre ações, títulos, inflação e moedas em diversos países.
A principal conclusão é que
as ações foram, historicamente, a classe de ativo de maior retorno no longo prazo.
Nos Estados Unidos, entre 1900 e 2025, o mercado acionário americano apresentou retorno nominal anualizado de aproximadamente 9,8% ao ano. Descontada a inflação, o retorno real foi de 6,6% ao ano.No mesmo período, os títulos públicos americanos de longo prazo renderam 4,6% ao ano em termos nominais e 1,6% ao ano em termos reais. Os Treasury Bills renderam 3,4% ao ano nominalmente e apenas 0,5% ao ano acima da inflação.
Nos Estados Unidos, a inflação, medida por índices de preços ao consumidor, foi de aproximadamente 2,9% ao ano entre 1900 e 2025. Para um período histórico tão longo, a série combina dados de preços ao consumidor equivalentes ao conceito do CPI moderno.
O efeito dessas diferenças ao longo de 126 anos foi enorme.
Um dólar investido no mercado acionário americano em 1900 teria se transformado em aproximadamente US$ 124.854 no final de 2025. O mesmo dólar teria se transformado em US$ 284 nos títulos de longo prazo e US$ 69 nos Treasury Bills. Em termos de poder de compra, US$ 1 de 1900 equivaleria a aproximadamente US$ 38 no final de 2025.
O estudo também mostra que as ações superaram títulos, Treasury Bills e inflação em todos os países com séries históricas contínuas desde 1900 considerados nessa comparação: Austrália, Áustria, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Irlanda, Itália, Japão, Países Baixos, Nova Zelândia, Noruega, Portugal, África do Sul, Espanha, Suécia, Suíça, Reino Unido e Estados Unidos.
Outro ponto importante é a diversificação internacional. O desempenho excepcional do mercado americano não deve ser automaticamente projetado para o futuro. Diferentes países e regiões lideraram o desempenho em diferentes períodos históricos.
A comparação entre mercados desenvolvidos e emergentes mostra bem essa alternância. Entre 1900 e 2025, os índices de ações dos mercados desenvolvidos apresentaram retorno anualizado de 8,5%, enquanto os mercados emergentes renderam 6,9% ao ano.
Entretanto, quando o período é iniciado em 1960, o resultado se inverte. Entre 1960 e 2025, os mercados emergentes apresentaram retorno anualizado de 10,9%, contra 9,6% dos mercados desenvolvidos.
Isso mostra que
o mercado ou a região que apresenta o melhor desempenho em determinado período não necessariamente continuará liderando nas décadas seguintes.
O estudo também destaca que a inflação reduz fortemente o poder de compra ao longo do tempo. Por isso, o retorno real, descontada a inflação, é mais importante para o investidor de longo prazo do que o retorno nominal.
Os títulos públicos apresentaram retornos muito inferiores aos das ações no longo prazo, mas sua combinação com ações ajudou historicamente a reduzir o risco e a intensidade das quedas em carteiras diversificadas.
Outra conclusão importante é que os mercados ficaram mais concentrados, especialmente nos Estados Unidos. No final de 2025, o mercado americano representava aproximadamente 62% da capitalização mundial das ações. Essa concentração aumenta a importância de considerar a diversificação entre diferentes mercados.
Em resumo, o Yearbook mostra que as ações apresentaram os maiores retornos de longo prazo entre as principais classes de ativos analisadas, embora com maior risco. Também mostra que a liderança entre países e regiões varia ao longo do tempo, o que reforça a importância da diversificação internacional.
Os resultados históricos sugerem cautela ao projetar para o futuro o desempenho recente de um mercado específico.
Global Investment Returns Yearbook 2026: Timeless lessons for today’s investment challenges | UBS Global