1 - Pergunte sem entregar a sua opinião. Em vez de isso está certo?, peça os argumentos a favor e os argumentos contra. Se quiser testar, faça a pergunta dos dois jeitos em conversas separadas; se a resposta virar junto com a pergunta, você aprendeu algo sobre a pergunta.
2 - Comece uma conversa nova pra assunto sério. O histórico entra no contexto e empurra a resposta pro perfil que o modelo acha que você tem.
3 - Peça a fonte e abra a fonte. Um link que não abre, ou que abre e não diz o que a resposta disse, contamina a resposta inteira.
4 - Suba até a fonte primária. A bula, o estudo original, o contrato, o extrato, o dado oficial. Dez resumos repetindo a mesma coisa valem um.
5 - Peça uma segunda opinião a outra empresa. Cole a mesma pergunta neutra num modelo de outro fabricante. Discordância é sinal amarelo; concordância também não prova nada sozinha, e é por isso que a regra 4 vem antes desta.
6 - Diga o que ela não sabe. Informe a data de hoje quando o assunto envolver prazos, e avise quando um dado está faltando, pra ele não virar zero.
7 - Desconfie quando ela concorda com tudo. Concordância fácil é o comportamento padrão da máquina e diz pouco sobre você ter acertado.
8 - A decisão fica com você, e com quem responde por ela: o médico, o contador, o advogado.
Retirado do livro do Competente o Suficiente do Fabio Akita. O livro está disponível para download no site dele.