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Quanto maior a diversificação em ativos de valor, menor será o risco.
Quanto menor a diversificação, maior o risco e exigência sobre o acionista.
Isso é matemático:
Se você tem 2 empresas, o risco da sua carteira de Ações é de 50%.
Se você tem 20 empresas, será de 5%. Então, quanto menos empresas mais risco e a chance de perder dinheiro se algo der errado com as empresas ou com seus estudos.
A diversificação reduz o risco:
Cada um deve achar onde se sente confortável, este número também vai depender de qual percentual as ações representam no seu patrimônio.
Claro que é importante ficar sONcios de empresas de valor, que preencham os seus critérios de ser sONcio.
Não deixe que nenhuma empresa, FII, Stock ou Reit represente mais que 2% sobre o seu patrimônio total.
Texto do oxe:
"Existe quem goste de acompanhamento ativo. Tem quem ache que consegue precificar a ação e comprar mais barato. São dois perfis que precisam ter diversificação menor, a menos que a pessoa se dedique em tempo integral a estudar o assunto.
Pessoalmente, e entendo que as evidências estão comigo, acho que são duas visões completamente erradas.
Quem diversifica necessariamente reduz o risco de cada ativo na carteira. Risco entendido aqui como "perda de valor", não como volatilidade.
Mas diversificar não diminui o retorno da carteira! Na verdade, é impossível prever o retorno e saber qual carteira (se mais diversificada ou menos diversificada) renderia mais. As análises são sempre olhando pro passado. E aí claro que se eu pego uma empresa "campeã" pra analisar o histórico, vai parecer que era melhor ter concentrado nela. O grande problema é: ninguém realmente sabe quais empresas serão "campeãs" no ORUTUF.
No fundo, esse é o problema das duas visões que eu mencionei. O ser humano tem essa dificuldade de lidar com a incerteza, existe essa necessidade egocêntrica de sentir que controla tudo. Quando na verdade controlamos muito pouco. Quando se trata de ORUTUF, praticamente não controlamos coisa alguma.
O mais provável é que a pessoa que concentre a carteira erre bastante. E o custo desse erro será bem maior. Se ela vai errar mais que acertar, não sabemos, mas ela vai se expor a um risco muito maior de isso acontecer. E isso não depende apenas dela porque o imprevisível tá aí, qualquer coisa pode acontecer ao longo de décadas de investimento. Então é uma aposta. Só que eu acho temerário rolar dados com o próprio patrimônio, com o próprio ORUTUF.
E além disso, tem outra coisa. A maioria das empresas com lucros consistentes (lucro eu uso no sentido amplo, incluindo todos os indicators de geração de caixa ou de resultado) tem desempenho mais ou menos parecido no longo prazo. Mas algumas se destacam, são as que eu chamei ali de "campeãs". Se você diversifica bastante, aumenta sua chance de encarteirar algumas dessas daí.
Aí uma pessoa diz que não adianta ter uma tenbagger porque ela vai representar um percentual menor da carteira, o impacto é pequeno. Mas o percentual é menor lá no início! Você não vai vender, não vai "rebalancear". Pega uma pessoa que comprou uma dessas tenbaggers lá no começo. Colocou apenas 0,5% do patrimônio nela. Hoje essa pessoa tá rica.
Faz diferença ficar pensando que ela estaria mais rica se tivesse concentrado na "campeã"? Não faria diferença isso e, aliás, provavelmente ela não taria tão rica. Porque escolhendo menos empresas, a chance de ela ter errado era bem maior. Essa ideia de que o sujeito "vai acertar" tem um quê de arrowgansa.
Cara, vou ser sincero com você. Eu não sei quantas empresas tenho na carteira. Parei de contar em 100 e poucas, somando stocks e REITs. Desde então, acrescentei mais algumas. Dessas daí, não sei quantas eu já comprei.
Na hora do IR, eu copio e colo o que tá no BS e depois confiro se entraram todas as empresas e se a quantidade em cada tá certo. Não confiro custo de aquisição, pois a chance de ter erro é muito pequena e isso só vai ser importante quando eu for vender.
Quanto ao acompanhamento, tem empresa que eu não olho faz uns três anos. Essa coisa de olhar todo ano pra mim não faz mais sentido.
Primeiro, a gente vai sair de uma empresa só porque ela teve um ano ruim? Eu não saio. Eu só coloco empresa na carteira com um histórico sólido, pelo menos 5 anos e a maioria tem mais de 10 anos de lucros consistentes. Aí vou tirar porque ela teve um ano ruim? Toda empresa tem anos ruins.
E segundo, eu tenho centenas de ativos somando Brasil e exterior. Mesmo que eu não acrescente mais nada na carteira e mesmo que eu compre dois ativos por mês, vai demorar uns 5 anos, no mínimo, pra eu "completar". Só depois é que eu posso comprar uma empresa de novo. Então, na prática, todos os meus ativos tão de quarentena. Já que quarentena quer dizer exatamente isso, não comprar.
Por último, estar diversificado assim só faz aumentar minha #pas. Eu não tô nem aí mais pra carteira, pra nada disso. Eu entro aqui no fórum no tempo livre pra jogar conversa fora. Tô fazendo exercício regular pela primeira vez na minha vida. Estudando umas coisas diferentes, aprendendo um novo idioma. Hoje, pra mim, ficar acompanhando SSS de empresa não faz mais sentido. Talvez algum dia ache divertido de novo, como um hobby. Mas nunca mais vai ser uma necessidade pra mim.
Então, resumindo tudo, não vejo desvantagem nenhuma em diversificar. Quanto mais, melhor. Aumenta tua tranquilidade, reduz teu risco, potencialmente aumenta teu retorno (mas se não aumentar tudo bem também). Pra mim o segredo da #pas passa por aí.
- @oxe
Carteira Diversificada X Ibovespa X Inflação - Ações - Bastter.com