Até que ponto o sucesso futuro de uma criança é determinado por sua inteligência nata? Segundo o economista James Heckman, não tanto quanto as pessoas imaginam.
Ele gosta de perguntar a pessoas instruídas que não são cientistas -- especialmente políticos e autoridades -- que parcela da diferença entre as rendas das pessoas pode ter a ver com o QI.
A maioria supõe que seja em torno de 25 por cento, ou até de 50 por cento, diz ele. Mas dados sugerem uma influência muito menor: de cerca de 1 a 2 por cento.
Se o QI é um fator pequeno para definição do sucesso, o que separa as pessoas com salários baixos daquelas com altos salários? Ou, como diz o refrão: se você é tão inteligente, por que não é rico?
A ciência não tem uma resposta definitiva, mas a sorte certamente tem influência. No entanto, outro fator importante é a personalidade, segundo estudo de coautoria de Heckman publicado na Proceedings of the National Academy of Sciences, a revista oficial da Academia Nacional de Ciências dos EUA, no mês passado.
Ele descobriu que o sucesso financeiro está correlacionado com a chamada conscienciosidade, uma característica da personalidade marcada pela diligência, pela perseverança e pela autodisciplina.
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