Competir é muito desconfortável!
Eu não sou atleta profissional e não vivo do jiu-jitsu, mas essa modalidade me ensinou que competir é importante, apensar do imenso desconforto que me causa. Desde então eu tento formular como isso pode ser bom pra mim.
Quando retomei minha jornada no jiu jitsu, eu estava longe da minha melhor forma, vindo de um estilo de vida pouco saudável e convicto de que os campeonatos não eram para mim, mas, o exemplo (não o discurso) dos meus professores e colegas de academia me convenceu a me testar.
Eu tinha uma vaga lembrança de como aquilo funcionava, pois quando criança/adolescente eu competi muito, em diferentes esportes.
Me inscrevi em um campeonato, venci uma luta, perdi outra e desde então tento sempre adequar minha rotina a um calendário de eventos, não por gostar, na verdade, me sinto muito desconfortável com isso, mas por precisar.
Sempre que luto, independente do resultado, eu ganho Resiliência para encarar o medo da derrota e do fracasso público; Saúde, pela disciplina que a preparação exige; e Confiança, muita confiança!
Quando você se coloca em uma disputa corporal justa (peso, idade, nível técnico esperado), todo tipo de conflito emocional parece ser apaziguado. Essa sensação causada pela arte marcial me parece incomparável.
As coisas ficam mais simples quando você percebe que pôde sobreviver àquilo. Discussões verbais, provocações de todo tipo, conflitos interpessoais, nada disso se compara a submeter sua integridade física ao combate. Ao sair do tatame a vida ganha clareza.
Por isso tudo eu sempre entro e saio de campeonatos dizendo: "Nunca mais eu venho" e "Até o próximo". É desconfortável, mas é valioso demais para parar.
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