Tenho 46 anos e recentemente fiz uma endoscopia que mostrou gastrite erosiva moderada, esofagite grau B e uma úlcera gástrica em cicatrização.
O anatomopatológico mostrou gastrite crônica moderada no antro,
atrofia leve e metaplasia intestinal leve, incompleta. H. pylori negativo. Não foi identificada malignidade ou displasia nas amostras.
Confesso que fiquei bastante assustado com a expressão
"metaplasia intestinal incompleta", principalmente por saber que é considerada uma alteração que pode estar associada a maior risco de câncer gástrico.
O que me deixa ainda mais preocupado é que minha gastrite é crônica e não sei muito bem o que mais posso fazer. Já tenho vários hábitos que, pelo que pesquisei, são favoráveis: não fumo, não consumo absolutamente nada de álcool e procuro manter uma alimentação saudável.
A única coisa que ainda faz parte da minha rotina é o chimarrão. Tomo bastante, cerca de 3 litros por dia, mas procuro tomar bem morninho, nunca muito quente.
Enquanto não chega a consulta com o gastro, gostaria de saber de quem entende do assunto ou já passou por isso: metaplasia intestinal leve e incompleta no antro, associada a uma gastrite crônica, significa um risco alto? É possível controlar ou até regredir essa alteração tratando a causa da gastrite? O que mais poderia ser feito para evitar sua progressão?