Hoje estava lendo a Carta de hoje escrita pelo FL Elevator (leio todas) e novamente esbarrei com a famosa entrevista do Elon sobre a economia do futuro, segue um pequeno trecho para reflexão:
"Zanny Minton Beddoes, editora-chefe da The Economist, tem diante de si o homem mais rico do mundo e uma pergunta simples: como funciona uma economia em que o dinheiro não importa? Elon Musk acabara de dizer que money wont matter in 2036. A IA vai superar a soma de toda a inteligência humana em cerca de cinco anos, a produção vai crescer mais rápido que a oferta de moeda, e o problema passa a ser deflação. Pressionado sobre os detalhes, respondeu que o trabalho vai ser opcional, algo que se faz por gosto, como quem planta tomate no quintal podendo comprar no mercado, e que o Tesouro deveria simplesmente emitir cheques para as pessoas."
e segue
"Bem mais de um bilhão de robôs humanoides em dez anos, cada um produzindo cinco vezes o que produz uma pessoa, somados mais do que a humanidade inteira. A IA adicionaria 20% a 30% à economia global, US$ 20 a 30 trilhões por ano."
Quando uma tecnologia fica boa demais numa tarefa, o preço daquela tarefa despenca e ela some do orçamento. Computadores respondem hoje por cerca de 4% do gasto das empresas justamente porque ficaram absurdamente produtivos."
ainda,
"A mecanização eliminou 88% dos empregos agrícolas desde o século XVIII e o salário real subiu 25 vezes, enquanto a fatia do trabalho na renda nacional seguiu perto dos 55%. Trazendo para 2036, o que a IA produz (texto, código, análise) fica barato do jeito que o Musk descreve. O que ela não produz deveria ganhar peso relativo: energia, terra, a hora de uma pessoa presente. O índice de preços muda de composição, e o efeito deflacionário esbarra no limite do que a IA é capaz de fazer. Onde fica esse limite passa a ser a grande pergunta."
Excelente texto do FL Elevator para refletir.